O cinema asiático era conhecido apenas pelos filmes
japoneses do grande Akira Kurosawa e de Satyajit Ray. Entre tanto, a partir, da
década de 90, ocorreu uma grande evolução cinematográfica nesse continente. A
China foi o primeiro país do continente asiático, a atuar significativamente no
universo cinematográfico. Aliás, neste país o cinema tem cerca de um século. No
entanto, por conta da grande repressão vivida e a censura por parte do governo
com relação passagem de alguns filmes devido aos conteúdos abordados não serem
aceitáveis a China foi ultrapassada por outras cinematografias asiáticas.
Apesar de tudo, alguns cineastas conseguiram chamar a atenção do mundo em geral
através do seu trabalho criativo. Um exemplo poderá ser Zang Yimou que
recentemente atingiu o estrelato mundial com Hero ou The House of the Flying
Daggers candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Apesar da censura,
cerca de 150 a 200 filmes são feitos na China por ano. No entanto, poucos deles
saem do território chinês ou conseguem obter resultados aceitáveis face às
películas oriundas principalmente de Hong Kong. Assim, para contrariar, de
alguma forma, a censura existente no país, os chineses, não tiveram alternativa
que não fosse a de facilitar as instalações e os meios (estúdios, locais, etc.)
aos vizinhos de Hong-Kong, que deste modo tiveram a possibilidade de fazer
filmes com reduzidos custos. Por outro lado, a China tinha a possibilidade
através dos produtores de Hong-Kong a trabalhar em território chinês de
divulgar internacionalmente o seu cinema e escapar à censura.

O filme "Yume"
(japonês)\"Sonhos"(português)\"Dreams" (inlgês), produzido
em 1990 por Akira Kurosawa, é uma produção íntima, associada aos diversos
sonhos que o diretor teve no decorrer da sua vida. Diferente das demais
produções, "Sonhos" possui oito filmes (sonhos) de curta duração
acompanhada de fotografias, coreografias e
maquiagens impressionantes. Os diálogos entre os personagens são
temporais. Cada sonho possui contextos diferentes, mas em determinados momentos
parecem que se encontram. A singularidade de cada história envolve o
espectador e o faz refletir, do início ao fim do filme.
Akira Kurosawa
Com uma carreira de cinquenta anos,
Kurosawa dirigiu 30 filmes. É amplamente considerado como um dos cineastas mais
importantes e influentes da historia do cinema. Em 1989, foi premiado com
o Oscar pelo conjunto de sua obra "pelas realizações
cinematográficas que têm inspirado, encantado, enriquecido e entretido o
público em todo o mundo e influenciado cineastas de todo o mundo, a grande
ironia sobre a carreira de Akira Kurosawa, é que ele é muito mais popular fora
do Japão do que ele está no Japão. O filho de um oficial do exército, Kurosawa
estudou arte antes gravitando para o cinema como um meio de subsistência. Ele
serviu sete anos como assistente de diretor Kajiro Yamamoto antes que ele
começou sua carreira como diretor com Sugata Sanshiro (1943), um filme sobre a
luta do século 19, pela supremacia entre adeptos de judô e jiu-jitsu que tanto
impressionaram o governo militar, ele foi convencido a fazer uma sequela
(Sanshiro Sugata Parte II).
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a carreira de Kurosawa ganhou
velocidade com uma série de filmes que atravessam todos os gêneros, desde
filmes policiais de dramas de época - entre estes últimos, seu Rashomon (1951)
tornou-se o primeiro pós-guerra.
Na industria de filmes de animação
(anime), Hayao Miyazaki criou obras magníficas com Mononoke Princess ou
Spirtied Away. Takeshi Kitano criou obras com características próprias
baseando-se na tríade japonesa, tais como Hana-Bi ou Brother; ou Takashi Miike,
característico pela ultra-violência e uso excessivo do gore (subgênero de
filmes de terror) e do choque, (Ichi, the killer, Audition, etc.), esses foram
alguns dos principais responsáveis pela aclamação mundial do cinema Japonês.
Mononoke Princess
Mononoke Princess é um filme de animação japonês
dirigido por Hayao Miyazaki, produzido pelo Studio Ghibli. A data de estreia no
Japão foi 12 de Julho de 1997, a estreia no restante do mundo aconteceu a
partir de 1999.
Princesa Mononoke foi um grande sucesso mundial arrecadando cerca de US$158
milhões, além de ter conseguido inúmeras críticas positivas. Foi o filme
com a maior bilheteria da historia no Japão até a estreia de Titanic.
Considerado o maior anime da decada de 90, juntamente com Neon Genesis
Evangelion.
O cinema asiático é conhecido também
como “cinema do leste”, embora essa denominação seja mais comumente usada para
a produção realizada no leste, sul e sudeste do continente. Toda a produção
cinematográfica realizada no norte asiático é considerada parte da indústria do
cinema europeu pelo fato de essa parte do continente ser dominada pela Rússia. Observando o cinema tailandês contemporâneo,
podemos notar com certa clareza esta tendência mimética (ou tendência natural de imitar a quem se
admira) sugerida por Apichatpong – tanto no caráter estético das produções
quanto na sua circulação. A história do cinema na Tailândia não começou
diferente da maioria dos outros países: primeira exibição pública no final do
século XIX, primeiros filmes nacionais produzidos na década de 1920, filmes sonoros
a partir dos anos 30 etc. No entanto, foi somente durante as décadas de 1960 e
70 que o star system tailandês se desenvolveu, a partir do sucesso da
dupla popular formada por Mitr Chaibancha e Petchara Chaowaraj, que fizeram
dezenas de filmes juntos. A chegada do vídeo em 1985 conduziu a um intenso
crescimento de produções adolescentes e comédias românticas populares,
relevadas a produto cultural de baixo nível pela parcela urbana da população.
Em 1993, forças políticas levaram o governo a baixar as taxas de importação de
filmes, inundando o mercado interno com produções norte-americanas e o sistema
exibidor com salas multiplex, o que contribuiu para a desvalorização do cinema
nacional e diminuição substantiva de seu público. Em 1997, o mundo assistiu à Crise
Financeira Asiática, originada na Tailândia pela inflação da moeda local
(baht). A revitalização da economia tailandesa se deu no mesmo ano de 1997 e o
cinema tailandês teve importante papel neste processo. Acreditando que os
filmes nacionais careciam de certo “apelo artístico”, alguns diretores de
comerciais televisivos, como Pen-Ek Ratanaruang, Nonzee Nimibutr, Oxide Pang e
Wisit Sasanatieng, buscaram a ousadia estética como forma de interessar
investidores, reconquistar o público nacional.
Outros nomes, tais como o cineasta
independente Nagisa Oshima ou Hideo Nakata, o pioneiro do cinema de terror
oriental (Dark Water ou Ringu), contribuíram igualmente para o sucesso do
cinema asiático no ocidente, particularmente o japonês.
David Willian Ribeiro; N°:16; 3°B

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