quarta-feira, 27 de março de 2013

Literatura na América



A literatura brasileira produzida até o início do século XX sempre foi importada, ou seja, segui os modelos literários europeus contidos na literatura portuguesa, que nos foi imposta juntamente com tudo aquilo que nossos colonizadores imprimiram à nossa cultura durante o período em que Portugal dominou o Brasil. É por isso que tal literatura nunca foi legitimamente brasileira, engajada à realidade; é por isso que o negro, o índio, os mestiços falavam e agiam como brancos nobres e cultos; por adotar apenas o padrão culto da língua, a literatura “brasileira” sempre foi privilégio de uma elite.Em suma a literatura brasileira nunca foi brasileira.
Já a partir de 1901, porém, alguns dos escritores brasileiros mais importantes começam a elaborar obras que têm com tema sempre um assunto retirado da realidade do país, obras que contêm personagens mais das mais diversas regiões brasileiras, utilizando uma linguagem que reproduz fala das pessoas que habitam essas regiões, obras que, portanto, adotam todos os padrões de linguagem, que os as tornam obras lidas pelas mais diversas tipos de leitores. Uma leitura brasileira autêntica.
Outras novidades que vão aparecendo nas obras literárias do início do século são: o autor tem liberdade na escolha do assunto, da linguagem, da forma e do estilo que deseja dar a ela. Essa liberdade é a essência obra moderna. As obras especializadas em literatura brasileira colocam como marco do Modernismo no Brasil a realização da “Semana de Arte Moderna”, em 1922, e que o modernismo se encerra em 1945. A literatura produzida de 1901 a 1922 seria um “Pré-Modernismo”.
Pré-Modernismo
 O pré-modernismo deve ser iniciado nas duas décadas iniciais deste século, até 1922, quando foi realizada a Semana de Arte Moderna. Serviu de ponte para unir os conceitos prevalecentes do Parnasianismo, Simbolismo, Realismo e Naturalismo.
Características:
Ruptura com o passado: os autores adotaram inovações que feriam a academicismo.
Regionalismo: A realidade rural brasileira é exposta sem os traços idealizadores do Romantismo. A miséria do homem do campo é apresentada de forma chocante.

Literatura-Denúncia: Os livros são escritos em tom de denunciada realidade brasileira.

Contemporaneidade: A literatura retrata fatos políticos, situação econômica e social contemporâneos, diminuindo a distância entre realidade e ficção.

Quanto à prosa, podemos distinguir três tipos de obras:

1-Obras de ambiência rural e regional – que tem por temática a paisagem e o homem do interior.

2-Obras de ambiência urbana e social – retratando a realidade das nossas cidades.

3-Obras de ambiência indefinida – cujos autores produzem uma literatura desligada da realidade sócio-econômica brasileira.

Os principais autores deste período são:

Euclides da Cunha (autor de Os Sertões)  

Monteiro Lobato (autor A reforma da natureza)

Augusto dos Anjos (autor de Versos íntimos)

Modernismo

O modernismo foi um movimento literário e artístico do início do século XX, cujo objetivo era o rompimento com o tradicionalismo, a libertação estética, a experimentação constante e, principalmente, a independência cultural do país. Apesar da força do movimento literário modernista a base deste movimento se encontra nas artes plásticas, com destaque para pintura.

Passada a fase de combate e agressividade contra o tradicionalismo e com a conquista definitiva da liberdade lingüística, que possa valorizar todos os padrões de linguagem do Brasil, a Prosa surge com força total, predomina sobre a produção em versos e desenvolve-se em 3 direções:

O regionalismo: No Brasil é muito diferenciado, temos cultura do mundo inteiro, povos também a base dos estrangeiros no Brasil são: os brancos dos europeus, os índios que aqui já moravam quando os portugueses chegaram. Devido ao fato de que a povoação do Brasil ter ocorrido em regiões distintas e distantes entre si, o traço cultural de cada região influenciou o próprio desenvolvimento idiomático do português, ao longo da história.

Urbana: Aquela que representa os problemas e as situações da vida nas cidades, que se torna cada vez mais complexa, mostrando os contrastes entre personagens e as estruturas sociais.
Intimista: Ao lado das tendências anteriores, cujo interesse principal é representar os desajustes e adaptações dos personagens ao meio natural e social em que passam a viver, mostrando que o ultimo é o mais forte, surge a ficção intimista ou psicológica moderna.
Os autores mais importantes da prosa moderna produzida no período são: José Américo de Almeida, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Erico Verissimo, Marques Rabelo, Rachel de Queiros, etc.
A evolução da poesia: Abandonando o espírito destrutivo e irreverente da primeira fase, a poesia apresenta um gradual amadurecimento, aproveitando a liberdade formal e lingüística  conquistadas e ampliando seus temas. Na fase anterior, a poesia é essencialmente nacionalista; no período de 30 a 45, temos poesias de todos os gêneros e temas: social, religiosa, lírica, épica, etc, atendendo a todo tipo de leitor e marcando definitivamente a presença da poesia moderna no Brasil.
Características da leitura modernista são: nacionalismo, temas cotidianos, linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos.
Principais escritores modernistas:
Mario de Andrade: (Há uma gota de sangue em cada poema )
Oswaldo da Andrade: (Pau-Brasil)
Cassiano Ricardo: ( Borrões verde e amarelo)
Alcântara Machado: (Romance: Ana ária)
Manuel Bandeira: (Seleta de prosa)
O neo-realismo
A literatura neorrealista teve no Brasil e em Portugal motivações semelhantes, resgatando valores do realismo e naturalismo do fim do século XIX com forte influência do modernismo, marxismo e da psicanálise freudiana.
Essa ficção neorrealista e pós modernista  sofre as influências do modernismo, especialmente liberdade lingüística.
Destacam-se as seguintes obras: Vidas Secas de Graciliano Ramo, Fogo Morto de José Lins do Rego, O Quinze de Raquel de Queiróz e O País do Carnaval de Jorge Amado. Os principais poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles.


Ericles Carvalho, 3°B, N° 19

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